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uma vez houve uma cidade

na rua das casas mortas
a ilusão transborda
num jogo de sombras inexistentes

sobre o terreno
vejo um terraço
sobre o terraço
corpos vadios enganando constelações
na busca por um norte oscilante
que o amanhã encerrava

mas se o futuro deságua
o passado desaba
e suja de barro
os lençóis dos meus fantasmas
expondo
as cicatrizes em quadras
memórias presentes
de um provo crente
em rotinas silenciadas

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